| 
  • If you are citizen of an European Union member nation, you may not use this service unless you are at least 16 years old.

  • You already know Dokkio is an AI-powered assistant to organize & manage your digital files & messages. Very soon, Dokkio will support Outlook as well as One Drive. Check it out today!

View
 

textoadicional

Page history last edited by PBworks 16 years, 7 months ago
 

 

A participação nessa história está aberta só para os que tiveram pouca ou nenhuma participação nas 3 histórias em construção.

 

Fábio e Andréia estão casados há sete anos. Eles têm trabalhado muito.

Andréia é gerente de recursos humanos em uma grande empresa que presta serviços na área de higiene e beleza. Além de se ocupar com sua jornada excessiva de trabalho, ainda freqüenta um curso de inglês e faz pós-graduação na área da psicologia.
Andréia, como muitas mulheres da atualidade, preocupa-se em manter-se atualizada estando em constante aperfeiçoamento na sua área profissional, alegando que o mercado de trabalho é cada vez mais exigente.
Fábio é um empresário do ramo calçadista, muito bem sucedido. Tem trabalhado duro para formar o patrimônio que eles têm hoje, mas em troca, muita coisa tem mudado em sua vida pessoal. Sente como se ele e Andréia estivessem tomando caminhos diferentes. Acredita que seu casamento passa por um momento muito delicado e apesar de todo amor que sente pela esposa, percebe que seu casamento pode terminar. Fábio tem muito medo que isto aconteça. Pensando nisto programou uma surpresa para Andréia. E convenhamos, a surpresa seria inesquecível para Andréia e maravilhoso para ambos. Com certeza ela daria um novo rumo as suas vidas, ou pelo menos ao casamento deles. Fábio estava apostando tudo na felicidade dos dois, então convidou Andréia para jantar num lugarzinho especial para eles.
Quando faltavam quatro horas para o jantar, a campainha tocou, era uma encomenda, uma caixa enorme! Andréia estava muito empolgada com tantas surpresas. Agradeceu ao entregador e correu sorridente para abrir a caixa que vinha embrulhada num lindo papel vermelho com um laço de fita. Ao abrir, sobre a cama, quase não acreditou no que viu. Era um vestido igual ao que usara quando foram ao mesmo restaurante anos atrás, para comemorar algo muito importante para os dois. O motivo da comemoração era a gravidez de Andréia que vinha para coroar aquele casamento, porém a lembrança não lhe traria boas recordações. Andréia não ficou feliz com o presente. Dias após o primeiro jantar, Andréia perdeu o bebê, no segundo mês de gestação. Como Fábio poderia achar que ela gostaria daquele vestido que trazia lembranças de algo que desejava deixar adormecido? Andréia chorou. Mas também pensou no marido, em seu carinho, desejando refazer os laços... Limpou as lágrimas, refez a maquiagem e guardou o vestido. Vestiu-se com azul e prata. Correu até a sala e beijou-o intensamente.
Fábio percebeu o engano e imediatamente colocou uma música romântica. Em seus braços Andréia dançou como nunca havia dançado.Sentindo imensamente as emoções daquele raro momento.
Andréia percebeu como fazia falta estes momentos em sua vida com Fábio e enquanto dançava lembrou-se do dia em que se conheceram, há 10 anos atrás. Foi durante uma festa de uma amiga sua. Quando viu Fábio foi amor à primeira vista. Ele era amigo do namorado da dona da festa. Foram apresentados e começaram a conversar, parecia que tudo tinha parado naquele momento e só havia eles naquele lugar. Os dois não se desgrudaram mais depois daquele dia. Andréia conseguiu ficar por vários minutos viajando no tempo e recordando os dias felizes que passaram juntos e que hoje estavam apenas na lembrança. Ela sabe que precisa urgentemente tentar organizar a sua vida para que seu casamento voltasse a ter momentos de alegria como antes. Mas foram apenas momentos: a realidade de uma relação tumultuada logo tomou seus pensamentos. O motivo real deste conflito mostrou-se transparente em seu pensamento: depois da perda do bebê, a relação nunca mais foi a mesma! Pior do que isto: Andréia não conseguiu mais engravidar.
O problema não era apenas esse, Andréia e Fábio estavam também distanciados por causa de suas escolhas profissionais. Ele ligava apenas para a sua rotina: calçados, couro, exportações e mal sobrava um espaço à noite para que eles conversassem. Quando ela chegava da faculdade muitas vezes ele já estava dormindo.Havia uma suave e constante distância entre o casal.
Repensando naquele momento bom que eles estavam vivenciando ela o questionou sobre o que ele queria para o futuro dos dois. Ele propôs a possibilidade de ambos tirarem uns dias de férias para realizarem uma viagem a dois. Andréia adorou a idéia. Então Andréia e Fábio se organizaram para passarem cinco dias na Serra Gaúcha.
Aquela era a oportunidade que Andréia estava esperando para esclarecer alguns assuntos com Fábio, tinha que ser num momento que os dois estivessem com vontade de recuperar a relação verdadeira e intensa pela qual já haviam passado. Andréia se encheu de esperança. Agora teria uma oportunidade de finalmente resolverem seus conflitos. Acreditava que durante a viagem ficariam sozinhos, livres da rotina do dia a dia, longe dos compromissos de trabalho. Ficariam livres de tudo e todos, apenas viveriam aquele momento para eles, teriam tempo para avaliarem a relação. E principalmente seria o momento de falar com o marido sobre a adoção de uma criança. Desejo que Andréia até então não havia revelado ao marido. Então se preparou para a viagem como quem vai ao encontro da felicidade.
Esta viagem, para Andréia, seria como se fosse à segunda lua de mel do casal. Poderiam passear, visitar lugares exóticos, românticos, enfim, lugares que pudessem colaborar com a reconstrução do casamento e despertar a paixão escondida.
Durante a pequena, mas muito importante viagem, Andréia e Fábio pareciam estar muito apaixonados. Era como se fossem recém-casados, curtindo o descanso dos deuses, uma segunda lua de mel.
No entanto, Fábio não conseguia, por mais que se esforçasse, se distanciar por alguns instantes do trabalho. Fábio fez a gentileza de não desligar o celular, o que deixou Andréia muito chateada. Como não poderia deixar de acontecer, tocou o celular de Fábio. Andréia ficou apenas observando, sem dizer nenhuma palavra. Então Fábio atendeu, uma vez que era assunto de trabalho, mas imediatamente ele tratou de se desculpar. Disse que estava de férias e desligou o telefone. Andréia ficou surpresa e, ao mesmo tempo, muito feliz com a atitude do marido.
Foram então visitar alguns dos pontos turísticos da cidade que escolheram: Gramado.
O local escolhido por Fábio não poderia ter sido melhor, pois a capital das hortênsias, nesta época do ano, oferece diversas opções de lazer com um charme que lhe é muito peculiar, acolhendo os casais apaixonados ou em busca de uma reconciliação. Andréia e Fábio andaram de pedalinho, passearam abraçados curtindo o friozinho da estação, degustaram a culinária típica da região em jantares românticos.
Após uma semana de muita diversão e longe da rotina, o casal finalmente recuperou o amor que havia se desgastado. No último dia de férias ambos tomaram uma decisão muito séria e importante: quando retornassem da viagem iriam adotar um bebê!
Tudo parecia perfeito, mas Andréia observava que Fábio não parecia tão tranqüilo assim, havia algo que o incomodava. Andréia não conseguia saber exatamente o que era. Seria a falta da sua rotina de trabalho? Ou teria algum outro motivo para que Fábio agisse de tal forma? Por vezes seus pensamentos pareciam invadir sua mente e prejudicar a tão sonhada segunda lua de mel. Como toda mulher chegava algumas vezes até a pensar algumas bobagens com relação ao seu marido, mas uma força interior lutava contra e pensava que ela, uma mulher tão inteligente, não poderia permitir que tais pensamentos estragassem aqueles momentos maravilhosos, afinal vivia uma situação que muitas outras mulheres sonhavam e não tinham a esperança de vivê-la.
Mas a idéia de adotar um bebê incomodava Fábio. Gostaria de ter seu próprio filho, filho biológico. Andréia, por sua vez, tentava convencê-lo do fato de que ela não poderia ter mais filhos e que a adoção seria a única forma de tê-los.
Durante a viagem de volta, Andréia estava aflita. Tudo foi tão perfeito durante os dias que passaram na Serra Gaúcha e agora estavam voltando para a mesma rotina, correria e distanciamento. Também precisaria convencer Fábio de que uma criança iria trazer um sentido diferente na vida dos dois. Lembrou de uma tia, de que Fábio gostava muito. Pediria ajuda a ela para que conversasse com ele sobre a idéia da adoção. Quem sabe ele ouvindo a opinião de outras pessoas, mudasse de opinião.
Andréia finalmente se encheu de coragem e preparou tudo para esperar Fábio, fez um jantar e convidou tia Laura para participar, mas parecia que Fábio já sabia o que estava esperando por ele, estava muito preocupado com o que poderia acontecer.
O jantar transcorreu perfeito, Andréia caprichou na escolha dos pratos que serviria, agradando ao paladar de Fábio e ao de sua tia. Fazia algum tempo que Fábio não conversava com sua tia Laura, pois devido a sua dedicação ao trabalho não lhe sobrava muito tempo para visitas sociais. Durante o jantar colocaram as novidades em dia, sua tia era muito comunicativa e alegre e sabia como abordar os mais diversos temas de forma leve e até mesmo engraçada.
Após o jantar se encaminharam para a sala de estar onde tomariam um cafezinho. Andréia estava muito aflita com toda situação, pois não sabia que atitude Fábio tomaria frente ao assunto. Este seria o momento certo para abordarem o assunto adoção? Será que a presença da tia Laura não iria piorar a situação? Qual seria a reação de Fábio? Era uma grande dúvida. Mas Andréia sabia que não poderia adiar mais esta decisão, já que uma adoção pode demorar a se concretizar. Este era o momento!
Enquanto saboreavam o café, Tia Laura falou:
- Depois que me aposentei, fiquei muito ociosa, meus dias estavam entediantes. Resolvi fazer alguma coisa que me desse prazer e que ajudasse a levar alegria e esperança ao próximo. Aceitei o convite de uma amiga e fui visitar um abrigo para crianças órfãs, lá vi tantas crianças abandonadas, precisando de carinho, que comecei a fazer um trabalho voluntário junto a elas. Vou lá duas vezes por semana, e me sinto realizada por poder dar um pouco de amor e atenção a esses seres tão carentes de afeto. Sinto-me realizada quando os vejo sorrindo, com os bracinhos abertos para me receber. Saio de lá gratificada. Quero fazer um convite à vocês. Gostaria de levá-los para conhecer o abrigo. O que vocês acham da idéia?
Fábio percebeu que a pergunta era para ele, e descobriu o objetivo daquele jantar. Não era contra adoção, mas achava que deviam tentar novamente ter um filho. Depois que perdeu o bebê, Andréia ficou receosa e com medo de passar pela mesma situação novamente. O médico disse que Andréia não tinha problema algum para ter filhos e que precisava tirar da cabeça seus medos e tentar engravidar. Mas para ela era muito difícil.
Fábio ficou pensativo alguns minutos, enquanto as duas o olhavam esperando uma resposta. Então Fábio disse:- Podemos visitar um orfanato, talvez encontremos um bebê para adotar...
Andréia ficou surpresa com a resposta do Fábio e resolveu convidá-lo para ir no dia seguinte.
Chegado o momento combinado, contudo, Andréia permanecia receosa; afinal bem lá no seu íntimo, ela duvidava da eminente mobilização de seu marido.
Haviam combinado às 16 horas na entrada do abrigo. E eis que lá já estavam Andréia e tia Laura ansiosas, é bem verdade que chegaram com uma hora de antecedência, à espera de Fábio.
Após mais alguns minutos de agonia, em função da espera, o celular de Andréia toca. Ao verificar percebe que é um número estranho, mesmo assim atende.
- Meu Deus, não pode ser! Exclama Andréia.
Haviam acabado de lhe comunicar que Fábio sofrera um terrível acidente na BR 116 e que seu estado era muito delicado.
Mesmo apreensiva Andréia ligou para o telefone de Fábio e para sua surpresa ele atendeu e lhe disse que tudo não passava de um terrível mal entendido.
Fábio lhe disse:
- Estou preso no trânsito em virtude desse acidente, estou ajudando a socorrer as vítimas enquanto a ambulância não chega, emprestei meu celular para outra pessoa chamar socorro, deve ter acontecido um engano, aguarde que já estou indo.
Tia Laura vendo a aflição de Andréia, perguntou o que estava acontecendo. Ela contou tudo o que havia acontecido.
Neste momento, Fábio chega ao abrigo, e Andréia emocionada o abraça com carinho.
Refeitos do susto, Andréia e Fábio visitam, acompanhados de Tia Laura, as dependências do abrigo.
Chegando ao pátio do abrigo viram as crianças brincando. Fábio ficou encantando com a alegria e disposição da garotada. Mas o que mais lhe chamou a atenção foi um menino que não brincava com as demais crianças. Estava em um canto do pátio, sozinho e com um olhar muito triste. Andréia percebeu que Fábio estava muito abalado com tudo que estava vendo. Foi então que Fábio resolveu se aproximar do frágil menino. Perguntou qual era o seu nome, e para sua surpresa o menino disse que era Fabrício, igual o nome do seu pai, já falecido. Casualidade ou não este era o nome que sempre pensou em colocar (esse nome) no seu filho para homenagear o pai, seu grande amigo e herói! Abraçou fortemente o menino e começou a chorar! O menino não estava entendendo nada, então Fábio começou a explicar por que estava tão emocionado! Foi Deus que me mandou aqui, meu filho!
De repente Fábio percebeu o que estava fazendo. Larga delicadamente o menino e sai, deixando perplexas Tia Laura e Andréia.
Em casa, à noite, o silêncio de Fábio deixa Andréia confusa e sem sono. Por que a felicidade tão espontânea transformara-se em uma espécie de medo ou aparente ansiedade?
Andréia levanta-se da cama e vai para sala. Sentar no sofá e olhar as estrelas sempre fora um hábito apreciado. O luar exercia um poder especial no seu coração.
Um suave ruído chama sua atenção. Era apenas o celular de Fábio. Deveria ser mais um daqueles recados de trabalho que tanto lhe sugavam o tempo, a alegria e a vontade de parar um pouco com tantos compromissos.
Sem nenhuma restrição Andréia resolve ler a mensagem, estava prestes a cometer um erro que tanto discutira em suas aulas de Psicologia. Mas poderia ser algo importante para Fábio. Perplexa senta no sofá. Percebendo que lágrimas começavam a encharcar sua face, resolve rapidamente desligar o celular. Não queria que Fábio lhe visse assim. Andréia sufoca toda a angústia que aquela mensagem havia lhe causado.
Horas e horas se passaram e a mensagem do telefone não lhe saía da cabeça. O que significava? Será que alguém errou o número? Então não deveria ela ligar e comunicar o erro? Ou ainda comentar com Fábio e ver sua reação. Não, nada daquilo seria uma boa atitude. Preferiu o silêncio. Afinal a frase poderia ser fruto de suas preocupações ou algo atraído, como ela mesma estava lendo em um livro sobre a Lei da Atração, mas ao mesmo tempo tudo faria sentido. Lembrou-se das vezes que Fábio ficou aflito com o toque do celular, ou quando atendera tentando se esconder dela, parece que sempre sussurrando. Andréia estava muito confusa, mas a mensagem não lhe saía da cabeça: “Não esqueça a reunião na escolinha amanhã ao final da tarde”.
Pela manhã Fábio ao levantar percebeu que Andréia estava diferente, mesmo assim sentou-se para tomar café juntamente com sua esposa, como fazia sempre. Andréia limitou-se a dar um bom dia, pois não conseguia esquecer o que lerá no celular de Fábio. Ele tomou o café e apressou-se em sair, mas nesse instante o celular toca e ele atende evitando que Andréia ouça o assunto.

Andréia como toda mulher não deixou passar despercebido e lhe perguntou:

_Quem era ao telefone Fábio?
Desconcertado ele responde:
-É simplesmente o trabalho que me chama. Até mais tarde querida.
Andréia saiu e foi trabalhar. Durante o trajeto do ônibus pensava na mensagem que lera no celular.
Chegando ao trabalho foi percebido pelas colegas o quanto Andréia estava abatida e nervosa. Sua melhor amiga Ana logo quis saber o que acontecerá. Andréia logo desabafou e disse a amiga que Fábio estava lhe traindo. Ana imediatamente tratou de tirar a idéia da cabeça de Andréia.Trabalhou durante o dia inteiro e mesmo assim a mensagem não lhe saia da cabeça. Pensava voltar para casa e criar coragem de perguntar ao marido o que estava acontecendo. Finalmente chegou o final do dia.
Andréia andou pela rua tentando adiar sua chegada em casa, pois teria de ter coragem de perguntar ao marido se ele tinha uma outra família, o que significava aquela mensagem no seu celular. Andréia tinha medo de ouvir a resposta, por isso tratou de passar no mercado e fazer as compras, afinal teria de levar para casa o que precisava. Não tinha mais como adiar, teria de enfrentar Fábio.
Ao anoitecer,  Andréia ainda não tinha coragem de encontrar-se com seu marido, então foi até a casa de Ana tomar uma dose de wisky para relaxar. Acabou esquecendo da hora e chegou tarde em casa. Fábio, por sorte, já estava dormindo. Então, ela teve uma idéia: no dia seguinte seguiria seu marido até a ' tal reunião'.
Amanheceu, Fábio se arruma e desce as escadas, encontra Andréia tomando café. Ele nem pergunta o que houve na noite anterior e seu olhar parece muito preocupado e ansioso. Fábio se despede e diz que no almoço eles terão uma conversa importante. Assim que ele entra em seu carro, Andréia pega um táxi e diz a famosa frase:
-"SIGA AQUELE CARRO!"
O carro andou por mais de meia hora, Andréia já estava apreensiva quando finalmente ele estacionou. Era realmente uma escolinha e ela foi pé por pé até a janela espiar o que estava acontecendo. Seus olhos se encheram de lágrimas, seu coração batia muito forte!  Andréia não poderia ter melhor surpresa: Fábio estava na escolinha assistindo uma palestra sobre a realidade da adoção de crianças no Brasil.
Andréia resolveu entrar e assistir a palestra sem que Fábio notasse a sua presença. Ao terminar a palestra Fábio e Andréia se encontraram, e no meio da conversa Fábio perguntou para Andréia:
 - Como você soube da palestra? E Andréia respondeu para Fábio:
 - Ontem não fiquei satisfeita quando seu celular tocou e você disse que era assunto de trabalho, então resolvi ler a mensagem que você havia recebido, a qual dizia: "Não esqueça da reunião na escolinha", e resolvi segui-lo antes de tomar alguma atitude precipitada. Fábio ficou surpreso em saber da atitude da esposa, inclusive da desconfiança.
 -  Andréia como pode desconfiar de mim?  Eu te amo tanto, tanto! Não imagino minha vida sem você, por isso mudei meu pensamento e resolvi concordar com a adoção, meu amor! Não vamos perder mais nem um minuto.
E saíram felizes a caminho do orfanato. Agora, mais do que nunca, tinham certeza do amor que os unia, depois de um período de distância entre eles encontraram novamente um objetivo em comum, o de serem pais, de realizarem um sonho a muito desejado.  

A caminho do orfanato, pararam em um restaurante para almoçar. Durante o almoço problematizaram muitas hipóteses sobre a alteração da rotina e o tipo de criança que idealizavam. Nessa discussão Andréia percebeu que o medo de Fábio não continha apenas medo, tinha uma espécie de limitação: ele idealizava a criança, criando o modelo ideal de semelhança física com eles, como se não quisesse ter que ouvir dos seus amigos e parentes os comentários sobre o fato de ser uma pessoa sã e não poder ter um filho biológico. Ao constatar isso Andréia tomou consciência sobre a gravidade de seu sentimento. Questionou-se sobre seu amor em relação a Fábio. Não conseguia entender como a poucos minutos atrás estava dizendo que o amava tanto e nesse instante, em que considerou infantil os cuidados do seu marido, todo esse amor já havia se desgastado. Ela olhou para outras mesas do restaurante e começou a ver um colorido diferente em tudo: nos casais que conversavam e riam em outras mesas, em um casal de idosos que atravessava a rua, um conduzindo o outro, com medo dos carros, uma espécie de alegria jovial dos funcionários que atendiam no restaurante.

 Andréia já estava pensando  muita bobagem  e  achou melhor aproveitar aquele almoço  para  conversarem sobre o novo rumo de suas vidas.

Duas semanas se passaram e Fábio e Andréia  finalmente  estavam prontos para receberem  o  mais novo integrante da família. A casa foi  reformada, quarto da criança, quarto dos brinquedos, enfim, a casa ficou uma beleza!  Tudo estava perfeito, porém  Fábio não contava com  uma oportunidade  que a tempos aguardava em sua empresa. Ele recebeu um convite para  viajar  até o Rio de Janeiro  e gerenciar  uma nova empresa que lá se instalaria.  

---E agora como dizer tudo isso a Andréia ??? Pensou Fábio, sem saber o que fazer.

- Será que Andréia concordaria? Ou melhor, será que ela abriria mão do seu trabalho e dos estudos para acompanhar seu marido, logo agora que eles estavam prestes a realizar o sonho de terem um filho.

Fábio estava aflito, pois tinha apenas 24 horas para aceitar ou não o convite que tanto almejou. Andréia por sua vez estava tão radiante envolvida com os preparativos da adoção, que nem percebeu a aflição do marido.  

Após uma noite agitada de sono, Fábio acorda e lembra-se que precisa falar com Andréia sobre a promoção. Procura vários argumentos para convencer a esposa sobre a importância de aceitar este novo desafio profissional.

Olhando a mulher deitada na cama, fica recordando de diversos momentos que passaram em suas vidas e subitamente, decide que nada na vida é mais importante que fazer sua mulher e seu filho felizes, por isto decide ficar em Porto Alegre, como dono de sua empresa, ao invés de lançar-se ao desafio de gerenciar uma empresa que não é sua...Afinal agora as responsabilidades ficariam maiores com a presença do filho, por isto decide rejeitar a proposta e continuar como diretor executivo de sua própria empresa calçadista. Por que não propor à Andréia que trabalhe como psicóloga no setor de Recursos Humanos? Tal idéia brotou em sua cabeça e pareceu ser ótima. Poderia chefear e organizar o crescimento da empresa, trabalhando e cuidando de seu próprio patrimônio, resguardando também suas habilidades profissionais reconhecidas....Uma vez que ela só dedicaria um turno a este trabalho na empresa, podendo manter suas atividades normais além da empresa. Fábio esperou a hora do café e fez a proposta a Andréia. De início o silêncio perpetuou na sala, mas em seguida Andréia, olhos arregalados, boca entre-aberta questiona:

-Acreditas que, realmente, sou capaz de chefear o setor de RH da empresa e conduzir o crescimento da empresa?

-Por que não? Não conheço alguém mais capaz que tu!!!Já pensaste? Começaríamos a expandir a empresa...Eu cuido da parte de expansão de projetos e tu da parte de expansão de pessoal!!! Acho que temos tudo para dar certo também trabalhando juntos!!!

-Meu amor!!!Seria um desafio profissional maravilhoso!!!Teria carta branca para agir?

-Claro que sim! E vamos combinar que lá na empresa não somos o casal e sim o empresário e a chefe do RH!!Para que não misturemos as coisas...Assunto de serviço é na empresa...aqui somos o casal e os pais do Fabrício, ok?

-Claro, querido!!!! Adorei a idéia!!!! Podemos começar quando?

-Quando conseguires organizar tua agenda com as mudanças necessárias!!!!

Terminaram o café, despediram-se um do outro e saíram para mais uma jornada de trabalho. Andréia começou a imaginar como tudo em sua vida estava mudando de uma hora para outra, uma nova fase em seu casamento, um filho, uma nova proposta de trabalho, trabalhar junto com o marido, dúvidas apareceram em sua mente, e se os dois não conseguissem lidar com essa nova situação, trabalhar juntos e não misturar os problemas pessoais do casal com os profissionais, mais a administração da casa, que agora contava com mais um integrante, resolveu deixar esses pensamentos de lado, que bobagem, tudo estava mudando para melhor, um filho era o grande sonho de ambos, tudo estava transcorrendo as mil maravilhas, porque perder tempo e ficar antecipando situações futuras. Pensou em quanto amava Fábio, nos planos que traçaram no café da manhã, sentia-se feliz, mas ao mesmo tempo insegura e apreensiva em relação a tudo que estava ocorrendo em suas vidas.

 No horário do almoço comentou com Ana, sobre a proposta que Fábio lhe fizera, falou sobre suas expectativas e dúvidas. Ana aconselhou-a a aceitar a proposta de trabalho, apostar na felicidade e não pensar em coisas negativas que tudo daria certo, pois com amor, diálogo e compreensão tudo se resolve.

 Andréia esperou ansiosa Fábio chegar para confirmar que aceitou a proposta de trabalho e  conversaram felizes por algum tempo, planejando o futuro que teriam juntos, afinal a empresa também era sua.

 Andréia resolveu fazer uma visita à empresa para ficar a par do andar da mesma. No entanto ao chegar na empresa, apesar de já terem combinado que assunto de serviço seria tratado na empresa, ficou surpresa com a reação de espanto de vê-la pois não estava esperando a sua presença naquele dia.

 Fábio, naquele dia, estava muito atribulado de trabalho, tinha algumas reuniões agendadas onde deveria tomar algumas decisões administrativas importantes para o futuro da empresa e a presença de Andréia o desconcertou no primeiro momento, pois gostaria de  assessorá-la neste reconhecimento que ela faria da mesma, não gostaria de indicar ninguém para acompanhá-la, queria fazê-lo pessoalmente mas devido aos compromissos previamente marcados não seria possível. Fábio pensou em conversar com Andréia e pedir-lhe que voltasse em um outro dia mas para não magoá-la achou que não seria uma boa idéia. Resolveu então pedir para que seu melhor amigo e funcionário fizesse este "passeio" pela empresa informando a Andréia sobre o funcionamento da mesma.

Andréia gostou muito do que viu, logo começaram a surgir muitas idéias que gostaria de implantar na empresa, estava ansiosa para conversar com Fábio para saber sua opinião e questionar sobre a viabilidade de suas idéias, mas deveria conter sua ansiedade e esperar o final do dia.

Esperou ansiosa pela chegada de Fábio em casa, pois na empresa não seria possível conversar devido a agenda lotada que ele teria que cumprir naquele dia. Mas Fábio chegou exausto em casa e Andréia preferiu deixar para o outro dia a conversa com o marido onde colocaria as várias idéias que surgiram depois da visita feita a empresa.

Fábio realmente estava cansado, conversou um pouco com Andréia, perguntou se gostou da empresa e se estava feliz. Andréia preferiu não estender o assunto e falou pouco. Fábio foi dormir, mas Andréia ficou na sala imaginando como será o dia a dia no trabalho novo e em seu novo papel, o de mãe. Andréia estava ansiosa também para a chegada de Fabrício, o filho que ela tanto desejava. Ficou um pouco ali e logo depois foi deitar-se também. O dia seguinte seria cheio de momentos novos para ela. Seria seu primeiro dia como mãe.

Fabrício foi recebido com pequena festa. Nos dias que se seguiram Andréia preferiu ficar em casa com o filho, Fábio ligava várias vezes durante o dia para saber como Fabrício estava e a noite voltava rápido pra casa para brincar com o filho. Parecia que estava tudo perfeito.

Um belo dia, Andréia estava em um jardim lindo e cheio de flores exóticas, Fábio chegou mansamente e deu-lhe um beijo suave e cheio de ternura, resolveuram caminhar pelo jardim. Por entre as flores surgiu o rosto sereno e doce de Fabrício, que correu em direção aos dois, logo após abraçando-os fortemente. Estava ali a nova família reunida pelos laços de amor e ternura criados há muito tempo. No entanto, essa união não durou muito: uma mulher trajando uma burca preta separou-os. Pegou Fabrício fortemente pelos braços e arrastou-o para longe de Andréia e Fábio. Tratava-se de um sequestro relâmpago!

Andréia, uma pessoa muito  centrada, entrou em choque ao perceber seu sonho de ser mãe, mesmo que fosse adotiva, se tornar em pesadelo muito rapidamente. Fábio, por sua vez, tentou acalmar a esposa. O desespero de Fábio também era facilmente notado pois já havia percebido o carinho que já sentia pelo menino Fabrício. Os dois tentaram correr e pegar a mulher misteriosa, mas foi em vão. Então tiveram a idéia de procurar o primeiro posto policial e registrar a ocorrência.

O que Fábio e Andréia não sabiam era que aquela mulher já observava o menino a muito tempo antes mesmo deles o conhecê-lo. Se tratava da mãe biológica de Fabrício. Que apesar de tê-lo abandonado há algum tempo, estava arrependida ao saber que o menino seria adotado, pois desta forma, jamais poderia ficar novamente com o filho.

Todo esse problema com o resgate do filho, o casal jamais se abalou. Estavam mais unidos do que nunca, sabiam que só a união, a fé e o amor, trariam seu filho de volta ao seus braços.

Após muitas tentativas de resgatar o menino, a polícia já estava sem mais opções para procurá-lo, a criança foi devolvida. A mãe biológica, comovida com a dor do casal, e sabendo que não tinha condições de cuidar da criança, resolveu devolvê-lo ao casal. Mas para isso, procurou-os e decidiu contar-lhes o motivo de sua atitude.

Marta, como se chamava, relatou ao casal que nunca foi a sua intenção abandonar Fabrício, mas como se encontrava em uma situação difícil, sem emprego e sem o apoio de sua família, já que o pai de Fabrício havia falecido, deixá-lo em um orfanato pareceu-lhe a decisão mais acertada, pois assim ele teria um lugar onde seria cuidado e ela poderia melhorar suas condições, tanto financeira como emocionais, para buscá-lo e então reunirem a família. Contou-lhes que neste período em que o menino esteve no abrigo não houve um único dia em que ela não passasse por ali para, mesmo que de longe, olhá-lo e se certificar que ele estava ali, esperando por ela.

Disse-lhes que sabia que ele poderia ser adotado, mas tinha esperança de retirá-lo do abrigo antes que ocorresse uma adoção, daí o motivo de sua atitude, não saberia viver sem acompanhar o crescimento do filho.

Andréia ouviu a história da mãe biológica de Fabrício com muita atenção, em alguns momentos Andréia colocou-se no lugar daquela mulher humilde, sofrida e arrependida. Nesse momento idéias começaram a surgir na cabeça de Andréia. Após Marta concluir e decidir afastar-se da nova família de Fabrício para que todos pudessem viver em paz, Andréia olhou no fundo dos olhos dela e disse:

- Marta, vejo que és uma mulher muito determinada, que busca crescer tanto financeiramente como ser humano, mas a vida tem sido dificil para ti, não é?

A mulher só sacudiu a cabeça concordando e de seus olhos brotaram lágrimas.

- Quero lhe fazer uma proposta! Estou selecionando pessoas para trabalharem na indústria de calçados do Fábio e vejo que tu tens  plena condição de trabalhar conosco, és bem instruída, tens jeito de lidar com o público, penso que seria muito útil. Além do mais percebi pelas tuas vestimentas naquele dia, em que aconteceu aquele fato terrível, que prefiro nem recordar, que tens uma ligação com o Afeganistão, não é?!

- Sim, morei lá por algum tempo.

- Pois bem, estamos por ampliar nosso mercado com os países árabes, precisamos de alguém que fale fluentemente árabe.Seus conhecimento, poderão contribuir muito para nossos negócios!

- Já começo a ver uma pontinha de esperança e solução de meus problemas. Estou disposta a compartilhar toda a experiência que tenho para benefício de outras pessoas. E tão cedo possa superar meus problemas e encaminhar tudo para um final tranquilo.

Marta então, aceitando a proposta de Andréia, ficou muito feliz pois assim seria uma maneira de acompanhar o desenvolvimento de Fabrício de perto.

Andréia e Marta se tornaram grandes amigas, mas nunca falaram sobre a verdadeira identidade de Marta para Fabrício. Era melhor assim, o menino pensar que as duas haviam se conhecido ainda jovens.

Fábio, apesar de surpreso com a proposta feita pela esposa à Marta, temia que Fabrício descobrisse o segredo entre eles. 

Voltando para casa Fábio diz a Andréia que prefere a verdade.

- Quero que Fabrício saiba desde o começo a verdadeira história sobre a sua vida, nós precisamos dizer ao menino que somos pais do coração.

Andréia escuta em silêncio, enquanto Fábio prossegue:

- Não adianta mentir, a verdade um dia surgirá, mais cedo ou mais tarde, pois acredito que quando Fabrício descobrir a verdade poderá ficar muito revoltado.

-Tenho medo que ele não nos aceite-disse Andréia- prefiro que ele pense que somos pais dele.

-Mas se algum dia precisarmos da mãe verdadeira, aí que ele vai pensar que o enganamos, devemos falar Andréia, é para o bem dele e nosso também.

Andréia, diante do discurso de Fábio, pensou em como a vida nos coloca desafios, onde estava a estudante de psicologia que nas aulas debatia com as colegas que se deveria falar sempre a verdade, até nos casos sobre adoção, estudados em aula, haviam debatido sobre a questão da criança saber ou não sobre sua origem e concluiram  que assim que as crianças entendessem, ou questionassem os pais sobre sua origem deveriam saber a verdade, que os casos mais complicados sobre filhos adotivos era exatamente sobre este aspecto, a ocultação de sua verdadeira origem.

Andréia, no seu íntimo, agradeceu a Fábio por trazê-la a razão, pois certamente se arrependeria de ocultar um fato tão importante na vida de Fabrício, ainda mais com a sua mãe tão perto dele como estaria Marta. Mas no momento em que a oportunidade de emprego e de uma vida melhor que Marta havia conquistado, não poderia reavivar seu sentimento materno?... Não poderia Marta reorganizar sua vida com Fabrício? Eram dúvidas que muitas vezes surgiam  e angustiavam Andréia. No fundo ela tinha medo de perder o filho. Fabrício já tinha uma carinho muito grande por Marta, a qual chamava de titia ele era só sorrisos quando a encontrava. Será que se soubesse a verdade não iria preferir ficar com a mãe verdadeira? Andréia sentia-se insegura.

Mesmo assim Andréia concordava com Fábio, não podia começar uma família com segredos e escondendo de Fabrício sua história. Ele tem o direito de saber toda a verdade, Andréia teria que arriscar.

E decidiu, ia conversar com Marta e Fábio o mais rápido possível, para juntos encontrarem uma maneira de contar a Fabrício a verdade.  Sua cabeça dava voltas de tantas mudanças em sua vida: trabalho novo e um desafio diferente,  o de ser mãe.

Decidiram que no próximo final de semana fariam uma viagem, e que durante a viagem procurariam o momento mais oportuno de contar a verdade para Fabricio. Chegou o tão esperado dia da viagem, Andréia estava muito nervosa com medo da reação de seu querido filho.

Na tarde de sábado Fábio, Andréia e Fabrício foram em um lindo parque da cidade para a qual viajaram, acharam  que num ambiente agradável em  meio a natureza favoreceria. Sentaram na grama, Fabrício sempre demonstrou carinho pelos seus pais, sentou-se como um pequeno índio olhou nos olhos de seus pais como se já soubesse que algo seria falado a ele.

Fabio falou com os olhos cheios de lágrimas: - Filho temos algo a lhe dizer, mas antes quero que saiba que amamos muito você.

Andréia depois de um misto de sentimentos sentiu-se preparada para falar: - Lembra quando você morava naquele lar onde convivia com outras crianças.

- Lembro, também lembro quando nos vimos pela primeira vez. disse Fabrício.

- Então filho o que queremos dizer é que você tem outra mamãe, ficou por um tempo na barriga dela e quando nasceu sua mamãe não tinha condições de cuidar de você, mas ela também te ama muito e por te amar fez o que seria melhor, pensou em sua felicidade.

Por um minuto Fabrício ficou calado, sem reação. Fabrício levantou-se, Fábio e Andréia sentiram um medo, mas tentaram não transparecer, ele abre um largo sorriso e se joga no colo dos pais dizendo: - Eu amo muito vocês.

- Eu sempre soube que minha mãe havia me abandonado, as crianças do orfanato sempre comentavam, e quando vocês apareceram lá eu desejei muitos que vocês fossem meus pais, queria muito ter alguém que me amasse e cuidasse de mim, vocês são os pais que eu sempre sonhei, nunca vou deixá-los. - Você quer saber quem é a sua mãe? - Não, se ela me abandonou é porque não gostava de mim? - Calma, calma meu filho! Ela me falou seus motivos. - Você quer ouvir, meu filho?- Não, não! - Está bem, quando você quiser conversar, estarei aqui, te esperando.

Andréia passava os dias envolvida com Fabrício, brincava de jogar futebol, de video-game, jogos... fazia todas as vontades do filho. Fábio, quando chegava do trabalho, já estava na porta esperado po Fabrício com um sorriso e um abraço bem apertado. Que família feliz!

O tempo foi passando, Fabrício crescia e com ele a vontade de estudar fora do país. Tinha planos que nunca havia comentado com seus pais.

Certo dia estavam todos à mesa jantando e veio o assunto, Fábio queria saber de seus sonhos , o que estaria planejando para o futuro. Foi quando Fabrício comunicou sua vontade de estudar na Inglaterra. Andréia ficou com o coração apertado, mas sabia que não poderia impedir que seu filho tivesse suas realizações. Por enquanto eram apenas hipóteses do menino, mas sabiam que isso ia acontecer, pois ele era muito independente e determinado. O velho sonho voltou a rondar os pensamentos de Fábio e Andréia, aumentar a família. Era chegado o momento tentar novamente ou ter que suportar a distância do filho sozinhos. Andréia tentou afastar de sua cabeça os pensamentos de separação do filho, e logo viu-se  envolvida em planos futuros que lhe alegravam muito, a idéia de adotar mais uma criança. Ali mesmo, na mesa, Andréia, o marido e o filho, já visualizavam a casa preparada para a espera de mais uma  criança, quem sabe um bebê? A casa se encheu de alegria e juntos iam imaginando os brinquedos espalhados pela casa, a compra de roupas, seus livros, suas músicas. A família toda estava envolvida em realizar o desejo,  que brotava em seus corações, de adotar mais uma criança. Então no dia seguinte foram todos visitar um orfanato, no caminho Andréia e Fábio falaram para Fabrício de como o encontraram e que logo se apaixonaram por ele e de como ele é importante para eles e que seria maravilhoso que ele pudesse ajudar a encontrar um irmãozinho para ele, e que mesmo que ele decidisse viajar, jamais iriam esquecer os momentos maravilhosos que passaram juntos e que esperariam ansiosos pela volta dele.

De repente uma carreta desgovernada atravessa a pista e bate na frente do carro. Com a forte batida, todos no carro sofreram lesões leves, exceto Fabrício que estava no banco traseiro, sem cinto, e foi arremessado para fora do veículo.

Rapidamente o socorro chegou. Fábio estava consciente e ficou desesperado ao ver o filho gravemente ferido.

Andréia e Fábio foram atendidos e passavam bem. Então o médico falou para eles que o caso de Fabrício era muito grave. Como o sangue era muito raro a situação ficaria mais grave ainda. Andréia lembrou de Marta sua mãe biológica, talvez ela ou algum familiar poderia auxiliar.

Fábio saiu desperadamente para procurar Marta, foi até a pensão onde ela morava e disseram que ela tinha se mudado e não tínham seu novo endereço ,mas uma senhora que atendia na recepção informou que na pensão havia uma moradora que era muito amiga de Marta. Ela não estava no momento, estava trabalhando, mas como era um caso de emergência deu o endereço do trabalho para que conseguissem localizá-la.

Fábio mais uma vez corre contra o tempo e foi até a empresa e encontrou uma jovem muito bela com um ar de menina que era a tal moradora amiga de Marta.

Seu nome era Carolina, prontamente informou o endereço e se colocou a disposição ao ver tamanho sofrimento de Fábio.

Fábio foi até o encontro de Marta, que fcou muito nervosa com tudo que havia acontecido. Marta sofria com a idéia de que algo muito grava pudesse acontecer com Fabrício, sabendo que seu caso era muito delicado, mas o fato de terem o mesmo tipo sanguineo lhe trazia uma esperança muito forte.

Então os dois foram imediatamente para o hospital.

O tipo sanguíneo de Fabrício era O positivo assim como o de Marta. Então, ela foi até o hospital e fez a doação necessária de sangue para seu filho já que, devido ao grave acidente sofrido por Fabrício, precisou realizar uma cirurgia com urgência.

A cirurgia serviria para a retirada de um coagulo de sangue no cérebro formado pelo acidente. Seria uma operação delicada, porém necessária.

O nervosismo tomou conta de todos, principalmente de Marta.

Depois de seis horas, na sala de cirurgia, finalmente os médicos  se movimentam até a sala de espera e dão a tão esperada notícia para os pais de Fabrício:

-Senhor Fábio, senhora Andréia, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, e fiquem tranqüilos, pois Fabrício passa bem. Devido aos cuidados que necessita deverá ficar hospitalizado por algumas semanas.

 Andréia e Fábio ficaram aliviados com a notícia que receberam sobre o estado de saúde de Fabrício.

Após três semanas de apreensão e grandes expectativas finalmente eles foram buscar o menino no hospital, que havia recebido alta do médico.

Fabrício aguardava ansiosamente a chegada dos pais, enquanto isso em sua casa, tia Laura organizava os últimos preparativos para a recepção do sobrinho.

Chegando em casa Fabrício ficou muito feliz com a presença de seus amigos, e disse:

- Que legal, ver todos meus amigos aqui!

Andréia pensou ser este o momento de revelar quem havia dado-lhe a vida pela segunda vez. Mandou chamar Marta, pensava ser aquele o momento de revelar tudo a seu filho.

Marta chegou um pouco temerosa, pois não sabia o que Andréia queria. Fabrício firmou os olhos em direção à Marta, sorriu e sentiu-se feliz em vê-la sem saber por que se sentia assim.Fábio iníciou a conversa:

 - Filho temos algo importante para lhe revelar, o sangue que salvou sua vida foi o de sua mãe biológica.

Chocado com tal revelação, encheu os olhos de água.

- E esta mulher que está aqui na sua frente é Marta sua mãe, que lhe deu a vida novamente.Fabrício se ajoelha aos pés de Marta e diz:

 - Mãe, me perdoa por te ignorar tanto tempo, aprendi nestes dias internado no hospital que nossa vida é como um cristal muito frágil, que se quebrado não temos mais como consertar, e eu fui presenteado, então quero começar do zero. Tenho duas  mães maravilhosas e um pai fantástico, sou a pessoa mais feliz do mundo.

Nesse instante a campainha tocou, tia Laura foi abrir a porta. Era Carolina, a amiga de Marta, que há algumas semanas havia salvado a vida de Fabrício ao revelar onde estava sua mãe biológica. Fabrício não conhecia a jovem, mas ao vê-la foi como se uma luz iluminasse seu coração. Ele ficou encantado por ela. Carol, como todos a chamavam, ficou corada e sentiu seu peito ferver. Os dois não conseguiram esconder o sentimento que nascia naquele momento.

 

 Fabrício já tinha quase dezessete anos e nunca tinha sentido nada parecido. Carol começou a visitar Fabrício seguidamente para saber como ele estava. Quando Fabrício melhorou começaram a sair juntos. Carol era uma jovem muito bonita com cabelos negros, pele alva e um rosto angelical, conquistava a todos com seu jeitinho doce e inteligente de ser.  Começou a trabalhar muito cedo, para ajudar a mãe, dona Rosa, que estava doente. Dona Rosa estava com problemas na coluna que a impossibilitavam de trabalhar. Carol prontamente decidiu ajudar a mãe e começou a trabalhar. Foram anos difíceis, mas que passaram pois sua mãe ficou boa  e voltou a trabalhar. Carol amadureceu muito e nunca desanimou.

Fabrício e Carol sentiam-se muito bem juntos, conversavam, riam, identificavam-se em tudo. Compartilhavam muitos sonhos e começaram a namorar. Andreia e Fábio estavam emocionados com o que vinha acontecendo com os dois jovens, era como se estivessem assistindo o filme pela segunda vez. Igualzinho quando se conheceram, amor a primeira vista.

Finalmente após o grande susto que tiveram a vida ia voltando ao normal, retomaram a idéia de adotar mais um filho começaram novamente a procurar uma criança. Decidiram que seria uma menina, e adotaram Gabriela e Rafael, gêmeos que foram abandonados recém nascidos na porta do orfanato. No dia em que Fábio e Andréia iriam buscar os gêmeos no orfanato Andréia levantou-se indisposta, mas não queria deixar de participar de um momento tão especial da família que era buscar os bebês. Contrataram uma babá, pois Andréia precisaria de ajuda. Foram com a babá chamada  Luciana, uma menina de 17 anos de família muito pobre que veio do interior, foi indicação de Dona Diva uma das funcionárias mais antigas da empresa de Fábio.

Chegando na instituição Andréia ao descer do carro desmaia. Assustado Fábio carrega a sua mulher para dentro do orfanato. A assistente social estava presente no momento da chegada deles e pediu para Fábio carregar Andréia até a sala ao lado que seria a enfermaria, pois tínham a enfermeira  Mara que poderia atender Andréia. Em seguida ela voltou a si, e Mara fez algumas perguntas para verificar o que estava sentindo e ter certeza que Andréia já estaria bem, aconselhou Andréia a procurar um médico e pedir exames, pois na conversa com ela percebeu que tínham alguns sintomas que indicavam uma gravidez. 

A notícia pegou Andréia de surpresa e ela começou a rir, como a enfermeira poderia dizer que ela talvez estivesse grávida se  ela não podia engravidar e desistira da idéia de ter filhos naturais desde o momento em que optou pela adoção de Fabrício, o motivo dela estar ali era buscar seus filhos não que alguém lhe sugerisse que poderia estar grávida. Negou a suspeita da enfermeira e disse que certamente este mal-estar fosse causado pela ansiedade em encontrar as crianças que eram o motivo de sua estada ali.

Mas Fábio, que estava ao lado de Andréia, se emocionou com a possibilidade de uma gravidez, pois sempre acreditou na possibilidade de sua mulher poder engravidar, mas diante da negativa de Andréia, preferiu não se pronunciar, pelo menos não neste momento.

Andréia prometeu que procuraria sua médica durante a semana, mas só por causa do desmaio, não porque acredita que esteja grávida. Subiram até a sala onde estavam os gêmeos e levaram-nos para casa. Fabrício e Carol já estavam os esperando ansiosos, pegando no colo assim que entraram em casa.

Andréia continuava indisposta, com enjôo e um pouco de cansaço. Fábio ligou para a médica e marcou uma consulta para Andréia para o outro dia. Queria logo tirar a dúvida, seria ou não gravidez. Andréia foi deitar-se e Carol e Luciana foram cuidar dos bebês, enquanto Fábio e Fabrício providenciavam o jantar.

No dia seguinte,seguiram ansiosos para a consulta médica.Após exames básicos,porém definitivos,a médica confirmou :Andréia estava grávida!

Os dois mal conseguiam segurar a emoção e abraçados,choraram de alegria.

Agora iniciava uma nova etapa (mais uma) na vida daquela família!

Andréia ficou muito feliz, pois achou que nunca seria mãe e agora seria mãe de 4 filhos. Estava empolgada e ao mesmo tempo assustada.

Fabrício também ficou muito feliz pois teria mais um irmão, foi no mesmo momento a casa de Marta contar as novidades. Ela ficou muito feliz, pois gostava muito de Andréia e Fábio.

Os meses foram se passando, os gêmeos crescendo e dando vida à casa, Fabrício e Carol cada vez mais apaixonados, Fábio trabalhando bastante mas feliz por ter a família unida  e a barriga de Andréia crescendo a cada dia. Sua maior emoção foi sentir seu bebê mexer, era incrível imaginar outra vida dentro dela. Chegou o dia em que saberiam o sexo do bebê, foram todos com Andréia fazer a ecografia: Fábio, Fabrício e Carol. O bebê estava muito bem e o sexo pode ser confirmado, seria uma menina. Todos ficaram muito felizes e Andréia queria a sugestão de todos para escolha do nome.

Como já era de se esperar, as sugestões começaram a surgir: Gabriela, Fabiana, Renata, Rebeca,...mas Andréia gostaria que tivesse um nome forte. Então, depois de tantos, decidiu-se por VITÓRIA. Sim, era uma vitória aquela gravidez tão desejada. Seria uma criança muito especial que receberia muito amor e que viveria em um lar cheio de paz, carinho, tranquilidade.

Passou o tempo e finalmente chegou o momento tão esperado e desejado por todos. Era chegada a hora de Vitória vir a este mundo. O parto seria normal, o que deixou Andréia feliz e apreensiva ao mesmo tempo.

Finalmente, para a alegria de todos, Vitória nasceu. Nasceu forte, sadia, linda e muito parecida com a outra paixão de Andréia, seu marido Fábio.

Por falar em Fábio, este não cabia em lugar algum de tanta felicidade, mas é de se esperar, pois criança é sempre renovação.

A vida é cheia de surpresas e este casal merecia ter uma família linda e grande para completar a união. O amor ao próximo supera todas as dificuldades. Agora Fábio e Andréia viverão como uma só pessoa, uma só carne, um só espírito,  ... 

Passados seis anos...

Fabrício e Carol estão noivos e com a data do casamento já marcada.

Tia Laura ficou encarregada de cuidar de todos os preparativos da festa.

Vitória iniciava sua vida escolar, na mesma escola que os gêmeos Gabriela e Rafael freqüentam.

Andréia continua a mil cuidando da famíla e trabalhando com seu marido.

Fabrício também trabalha na empresa com o pai, após ter concluido sua faculdade de administração de empresas. Fabrício costuma fazer a seleção para contratar os novos funcionários, estava aberto uma vaga para secretária, neste dia conheceu Helena, uma das candidatas para o cargo, era uma mulher de uns quarenta anos, bonita, sensual, casada e tinha duas filhas. Foi contratada e começou a trabalhar na empresa do pai de Fabrício. Passaram-se os dias  Fabrício e Helena começaram a se aproximarem aos poucos, todos os dias saiam juntos para almoçar, ela era uma mulher passando por uma crise conjugal, carente de afeto e carinho, mas ele estava de casamento marcado. Fabrício não queria mas se apaixonou por Helena e começaram a viver um romance escondido de todos. Helena estava radiante de felicidade, pois há muito tempo não sentia algo parecido, porém ele era só um menino, a diferença de idade era grande, mas a paixão era maior. Em uma tarde Fabrício levou Helena para um passeio e disse que precisava ter uma conversa séria.

_Não posso continuar com você, não é justo com minha noiva, teu marido e tuas filhas, acho melhor parar por aqui, não quero te magoar.

 Helena começou a chorar e pedir que ele  não  a deixasse  pois há muito tempo não era tão feliz; estava sentindo-se  mulher novamente, amada! Ele estava decidido a terminar tudo, mas ela não queria ouvir e pedia para dar mais uma oportunidade  aos dois. Porém, Fabrício não conseguia levar aquela situação adiante,pois o sentimento de culpa  era imenso!Mesmo sofrendo sua decisão era definitiva.

Fabrício estava fazendo de tudo para esquecer Helene, porém não estava sendo fácil, pois sempre cruzava com ela nos corredores da empresa. Fabrício não tinha dúvidas de seu amor pela sua noiva, porém estava muito perturbado com o sofrimento de Helena e com a consciência pessada, por ter traído a confiança de Carol.

Certo domingo Carol convenceu Fabrício de que ele precisava de um descanso da correria da empresa, então foram dar um passeio de bicicleta pelo parque. Após o passeio, Fabrício sentiu-se um pouco cansado e deitou-se na grama. Ao levantar, teve uma tonteira.

- Minha cabeça está leve- disse a Carol, o campo de visão oscilando.

-O quê? perguntou perguntou Carol.

Fabrício repetiu e então percebeu que que sua fala estava ininteligível, como uma gravação arrastada. Estranhou, pois seu braço esquerdo estava dormente.

Fabrício começou andar em círculos, murmurando.

-Fabrício, você esta bem? - gritava Carol- O que esta acontecendo?

A visão de Fabrício ficou cada vez mais turva, tudo à volta começou a embaçar. Inclinou-se para o lado, seus joelhos se dobraram e desmaiou. Quando retomou à consciência, cinco minutos depois, estava cercado pelos curiosos.

Uma hora após chegar ao hospital, estava recuperado. O médico diz que foi uma crise de estresse e receita alguns medicamentos, porém recomenda descanço absoluto por alguns dias. Mas só Fabrício sabe que, enquanto não contar toda a verdade para Carol ele não terá paz consigo mesmo.

Então decide abrir o jogo e conta à Carol o que lhe estava atormentando, e para seu espanto Carol lhe perdoa. Fabrício ajoelha-se diante de Carol e pergunta:

- Carol, que casar comigo?

Pausa. Tudo fica em suspenso.

Nenhuma resposta ainda.

Então ela diz:

- Você está brincando?

- Não, não estou brincando, responde Fabrício com os olhos cheios de lágrimas.  Eu quero mesmo me casar com você.

Pulando de alegria eles comemoram aquele momento de felicidade beijando-se ardentemente.

Passadas algumas semanas Fabrício e Carol casaram-se numa cerimônia religiosa deslumbrante, tudo como sempre sonharam. Foram passar a lua-de-mel na Inglaterra, país que Fabrício sonhava conhecer. Quando retornaram um mês depois deram a notícia a seus pais: Carol estava grávida!

E este romance não terá fim, visto que a vida é uma egrégora onde todos estamos interligados por sentimentos, muitas vezes nublados por medos e dúvidas. A história de Andréia e Fábio perpetuar-se-á nas mentes de seus amigos, filhos e netos, porque a vida é isso, é nada mais do que sentir, chorar, sorrir, pois o que seria de nós se o poeta estivesse errado ao proclamar ao mundo "Que pode uma criatura senão entre criaturas amar?"

e prossegue anunciando "Amar, desamar, amar... Sempre e até de olhos vidrados amar... Eis o nosso destino, amor sem conta..."

Andréia e Fábio não terminam felizes para sempre, mas felizes enquanto sempre unidos, amando-se, apoiando-se e ensinando seus filhos e netos que a vida pode não ser um conto de fadas, mas a temática de obras infinitamente especiais.

A história finda ao começo de uma nova vida. O caminho que este casal traçou é agora luz para os novos caminhantes. Assim poderíamos pensar na vida e na morte. O que liga estes dois momentos de qualquer história? A resposta fora encontrada por Andréia e Fábio e esta seria sempre a resposta pra tudo: o amor, sim, o amor que é o fio condutor para a felicidade.

Comments (15)

Anonymous said

at 2:04 am on Sep 30, 2007

Profes!
Estou com problemas na visão, sem meus óculos.
E comecei a (tentar) realizar as atividades mesmo sem eles.

Anonymous said

at 12:07 am on Oct 1, 2007

Ambos=OS DOIS-decidiram juntos pela adoção!!!Cuidado com a contradição!!! Daqui a pouco a história perde o sentido.

Anonymous said

at 4:25 pm on Oct 1, 2007

Isso mesmo Eliane!! Mas, ele pode ter aceito e decidido envolvido pela magia do momento.
Aproveitando, cuidem a questão da digitação e da rapidez!! Há letras faltando, vírgulas não postas e frases confusas. Sugiro espaçar mais os parágrafos para tornar a leitura mais agradável e fácil.
Mas, estou gostando!! Vocês fizeram um novo tipo de texto: o romance. Foi excelente!!
Um abraço
Bea

Anonymous said

at 8:20 pm on Oct 3, 2007

Criar texto individualmente eu adoro,mas esse onde tem várias cabeças pensando é terrivelmente um exercío para minha paciência,e como todos sabem não consigo ficar quieta muito tempo.Foi um esforço enorme,mas escrevi tentando dar continuidade ao que a colega pensou antes e tentei imaginar o que ela escreveria após se tivesse dado continuidade a história.

Anonymous said

at 8:42 pm on Oct 3, 2007

Estou me sentindo um verdadeiro Giberto Braga!! A torcida aqui em casa está grande para que Fábio adote logo a criança que o comoveu no orfanato. Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos. rsrsrs

Anonymous said

at 9:50 pm on Oct 3, 2007

Continuar a história não foi fácil para mim, pois meu marido e minha filha estavam do meu lado e custamos a chegar a uma conclusão. Demos boas risadas, e tivemos um momento família maravilhoso, mas cada um queria continuar de uma forma diferente.

Anonymous said

at 4:09 pm on Oct 4, 2007

Jurema, Eliane e Roselana foi ótimo saber como estão sentindo estes movimentos na história coletiva e saber que há famílias participando com palpites e acompanhando as narrativas.
Abra@os

Anonymous said

at 9:57 pm on Oct 4, 2007

Parece que a história já está se encaminhando para o fim. Mas o final dessa história: VOCÊ DECIDE!!! rsrsrs

Anonymous said

at 10:56 pm on Oct 4, 2007

Profes!
Já é o segundo dia que tento postar minha contribuição na página mas não consigo! Sempre aparece uma mensagem como esta: elianeporto [eliane_forever@yahoo.com.br] from 189.10.220.145 is currently editing this page but has been for more than five minutes (really 48 minutes). This means it's possible that they clicked 'Edit' without ever actually following through on an 'Update'. Do you want to steal the edit lock from this person? This may cause the other person's changes to be lost.
Steal Lock
O que isto significa?

Anonymous said

at 9:35 pm on Oct 5, 2007

Me perdoe Márcia!!!!! Eu esqueci de deslogar! Foi isso que aconteceu! Mais uma vez, mil perdões! Sei bem o quanto é horrível a gente querer fazer uma postagem e ter ALGUÉM nos atrapalhando. Bjs

Anonymous said

at 8:53 pm on Oct 7, 2007

Pessoal, eu não sei se me passei mas em nenhum momento colocamos qual a idade de Fabrício, quanto tempo se passaram da ida ao orfanato até a adoção definitiva, o que acham?

Anonymous said

at 12:33 pm on Oct 8, 2007

Oi Pessoal, que beleza esse movimento coletivo de criação!! A Jurema tem razão: como é difícil a gente sair de si mesmo, pensar no que o outro está querendo dizer e tentar cooperar para que a comunicação siga seu curso. Descentrar-se para entender o outro, se colocando no lugar dele é fundamental para entendermos nossos alunos. Qtas vezes, eles fazem ou falam coisas que avaliamos apenas como os nossos olhos e razão e percebemos depois que ficamos longe do que eles queriam? Um abraço
Bea

Anonymous said

at 4:32 pm on Oct 12, 2007

Pessoal, mexi no nome da amiga da Marta, pois era Carina, e mais abaixo colocaram Carolina. Troquei o Carina por Carolina, porque já estavam colocando o apelido: Carol, e ficava mais fácil trocar o da Carina. Desculpe ter mexido sem perguntar. Um beijo! Inês Cristina

Anonymous said

at 11:05 am on Oct 15, 2007

Pessoal!Dei uma mexidinha nas últimas frases postadas,pois haviam erros de concordância e ortografia.Tudo bem? Abraços,Luciene

Anonymous said

at 3:32 pm on Oct 15, 2007

Gente, acho que já podemos encaminhar para o fim da história, ainda mais que abriramum janelão e se quisermos ela vai longe. Vejam que a entrada da Helena pode dar uma revirada total. Quem sabe o Fabricio resolve a questão? Assim, acho que mantemos a coerência interna da história. Podemos correr o risco daqueles novelões que surge ganchos e mais ganchos e o núcleo da novela se esfacela.Um abração
Bea

You don't have permission to comment on this page.